A safra 2011 foi uma grande surpresa.
Esperava um Bordeaux clássico, talvez mais reservado. Encontrei muito mais do que isso. Elegância, maciez e equilíbrio em um nível que poucos vinhos conseguem alcançar. Simplesmente perfeito.
Após quinze anos, ainda preserva delicadas notas de frutas, sustentadas por uma acidez precisa que mantém o vinho vivo do início ao fim.
E os taninos? Sedosos seria pouco. Aveludados também não traduzem exatamente a sensação. Preferi outra definição: cashmere da mais alta qualidade. Loro Piana em uma taça.
Um vinho que nunca levanta a voz. Sua grandeza está justamente na discrição. Não precisa impressionar pela força, porque conquista pela harmonia.
É daqueles vinhos que permanecem na memória muito depois da última taça. Mais do que uma grande garrafa, torna-se uma lembrança que merece ser compartilhada — e, por que não, passada de geração em geração.
The 2011 vintage was a wonderful surprise.
I expected a classic Bordeaux, perhaps a little reserved. Instead, I found something far more compelling: elegance, softness, and remarkable balance. Simply flawless.
After fifteen years, it still preserves delicate notes of fresh fruit, supported by vibrant acidity that carries the wine effortlessly from the first sip to the last.
And the tannins? “Silky” doesn’t quite capture them. Neither does “velvety.” I found a better comparison: the finest cashmere. Loro Piana in a glass.
This is a wine that never raises its voice. Its greatness lies in quiet confidence. It doesn’t seek to impress with power, but with harmony.
It is one of those rare wines that lingers in your memory long after the final glass. More than an exceptional bottle, it becomes a memory worth sharing—and perhaps even passing on from one generation to the next.
Tasted : 17/06/2026

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