Que tipo de vinho você gosta?
É uma pergunta simples e bastante comum. Curiosamente, poucas pessoas conseguem respondê-la sem hesitar.
Alguns dizem:
“Prefiro vinhos tintos aos brancos.”
Outros respondem:
“Gosto de vinhos secos.”
E há quem diga:
“Adoro espumantes, principalmente no verão.”
Todas as respostas estão corretas. O que muda é o critério utilizado para classificar o vinho. No primeiro caso, a resposta foi baseada na cor. No segundo, no sabor. No terceiro, no estilo.
Vamos entender essas diferenças.
1. Cor: branco, tinto ou rosé
A forma mais conhecida de classificar um vinho é pela sua cor. Nesse critério, temos três grandes grupos: vinhos brancos, tintos e rosés.
Muitas pessoas acreditam que a cor do vinho depende apenas da cor da uva utilizada. Na realidade, o fator mais importante é o contato do mosto com as cascas durante a vinificação.
Nos vinhos brancos, as cascas são separadas logo após a prensagem, resultando em vinhos de cor clara, normalmente mais leves e sem taninos perceptíveis.
Nos vinhos tintos, as cascas permanecem em contato com o líquido durante a fermentação. É delas que vêm a cor, os taninos e parte importante da estrutura do vinho.
Já os vinhos rosés ocupam uma posição intermediária. O contato com as cascas ocorre por poucas horas, suficiente para conferir a característica cor rosada, mas sem a intensidade dos tintos.
Um fato curioso é que algumas uvas tintas podem produzir vinhos brancos quando as cascas não participam da vinificação. Esse é o caso de muitos espumantes elaborados na região de Champagne, na França comuvas Pinot Noir e Pinot Munier

2. Sabor: seco ou doce
Outra maneira de classificar os vinhos é pelo seu nível de doçura.
A grande maioria dos vinhos consumidos no dia a dia é do tipo seco (dry), ou seja, apresenta pouquíssimo açúcar residual.
Já os vinhos doces (sweet) preservam uma quantidade maior de açúcar natural da uva, proporcionando uma sensação de doçura mais evidente.
Entre os exemplos mais famosos estão os vinhos do Porto, produzidos em Portugal, os Sauternes, da França, e os Ice Wines, elaborados a partir de uvas congeladas em países de clima frio como o Canadá.
São vinhos frequentemente apreciados com sobremesas, queijos azuis ou simplesmente sozinhos, como uma experiência de degustação.

3. Estilo: tranquilo ou espumante
Nesse caso, a principal diferença está na presença ou não de gás carbônico.
Os chamados vinhos tranquilos (still wines) não apresentam borbulhas. São os tintos, brancos e rosés que encontramos com mais frequência no mercado.
Já os espumantes (sparkling wines) possuem gás carbônico natural, responsável pelas borbulhas e pela sensação de frescor.
O exemplo mais famoso é o Champagne. Muita gente não percebe, mas Champagne também é vinho.
Na verdade, Champagne é o nome dado exclusivamente aos espumantes produzidos na região francesa de Champagne, seguindo regras específicas de produção. Por isso, nem todo espumante pode receber esse nome.
Outros países produzem excelentes espumantes com denominações próprias, como o Cava, na Espanha, o Prosecco, na Itália, e o Sekt, na Alemanha.

Afinal, de que vinho você gosta?
Depois de entender essas três formas de classificação, responder à pergunta ficou mais fácil.
Você pode gostar de vinhos tintos, de vinhos secos ou de espumantes. Pode gostar das três coisas ao mesmo tempo.
O importante é perceber que não existe uma única resposta correta. Existe apenas o seu gosto pessoal.
E quanto mais você conhece o universo do vinho, mais fácil se torna descobrir exatamente qual é o seu.

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